Pra quem ainda acha que depressão é frescura, eis a diferença entre o cerebro de um deprimido e de um não deprimido.
(Source: fresshtildeathh)
Hiperventilação é como chamamos quando uma pessoa está com a respiração mais rápida e mais profunda do que o normal. A hiperventilação pode ser uma sensação assustadora, tanto para as crianças como para adultos. Quando você hiperventila, seu coração bate mais rápido, provocando palpitação e você tem a sensação de que lhe falta ar. Seus braços, pernas e rosto (principalmetne a boca) formigam e podem ficar dormentes, porque na hiperventilação você elimina gás carbônico em excesso durante a respiração.
Consequentemente o nível de gás carbônico no sangue e no cérebro cai, provocando os seguintes sintomas: palpitação, sensação de falta de ar, formigamento e dormência em pernas, braços e lábios, sensação de morte iminente e, algumas vezes, perda de consciência (desmaio). Os sintomas geralmente duram de 20 a 30 minutos, mas para a pessoa a sensação é de horas. Apesar de assustar, a hiperventilação não costuma ser perigosa.
Causas de hiperventilação: Ansiedade (causa mais comum) Dor de estômago intensa Doença cardiológica ou pulmonar Lesões físicas de pânico Problemas no sistema nervoso central (cérebro)
Fonte: http://www.lincx.com.br/cuidando-de-sua-saude/saude-de-a-a-z/medicina/problemas-comuns/5354-hiperventilacao.html
Vale ressaltar também que, além da liberação dos hormônios excitadores - como adrenalina - que intensificam as sensações, as dores e palpitações são causadas por impulsos nervosos que recebemos do cérebro.
Somos repletos de músculos e os mesmos tem muitos nervos, os nervos são ligados ao sistema nervoso central, esse envia mensagens para o corpo de forma equívoca, como se estivessemos em um momento de pânico. O que acontece é que o músculo enrijece, o que chamamos de espasmo muscular, causando aquela sensaçao de “dor” no peito, que na verdade nao tem nada a ver com o coração! O coração é um músculo e por ser repleto de nervos também, ele recebe essas informações equívocas, provocando esses batimentos acelerados que é a taquicardia, que não causa dano nenhum ao indivíduo.
Escritora questiona o aumento de doenças mentais em mulheres:
A escritora Lisa Appignanesi desconfia das estatísticas que mostram aumento das doenças mentais, em especial entre mulheres.
Para compreender por que elas são mais associadas às doenças mentais do que os homens, a autora mergulhou nos primórdios da psiquiatria. O resultado da busca está em seu último livro, “Tristes, Loucas e Más”.
O tema não é novo para essa polonesa radicada na Inglaterra. Diretora do Freud Museum, em Londres, ela já publicou um livro sobre como o pai da psicanálise foi influenciado pelas mulheres.
A obra mais recente, que acaba de ser lançada no Brasil, analisa casos de personalidades famosas como a atriz Marilyn Monroe e a poeta Sylvia Plath.
Appignanesi falou à Folha de sua casa, em Londres. Leia a seguir trechos de sua entrevista.
Folha - A psiquiatria trata as mulheres de forma diferente?
Lisa Appignanesi - Sim. Desde o começo, as mulheres foram mais associadas à loucura e mais propensas à rotulação e ao confinamento do que os homens.
Até o século 20, elas não eram nem donas dos próprios direitos: eram submissas a seus pais e maridos. Se elas eram julgadas como loucas pelos homens ao redor, então era mais provável que os psiquiatras confirmassem esse diagnóstico.
Por que isso?
Mulheres sempre foram consideradas mais próximas do emocional, do irracional. E foram mais tolhidas, obrigadas a agir de forma socialmente mais aceitável.
A doença mental pode ser alguma forma de rebeldia?
Em alguns casos, as mulheres são confinadas porque não se encaixam nas convenções sociais e não sabem como resolver o conflito. Elas querem agir contra a imposição de cuidar de um pai doente ou de fazer sexo com quem não querem.
A emancipação feminina não mudou esse quadro?
Não. Ter mulheres na área psiquiátrica melhorou muita coisa -pelo menos, elas passaram a entender melhor as pacientes do que os homens. Mas houve um lado perverso: elas ganharam mais poder para rotular e criar categorias psiquiátricas a partir de suas experiências.
Por que as estatísticas ainda apontam mais transtornos mentais em mulheres?
As mulheres tendem a buscar ajuda médica para solucionar os problemas, enquanto os homens vão procurar soluções na violência, na bebida e nas drogas. Mas, à medida que a depressão passou a fazer mais parte da nossa cultura, os homens ficaram mais dispostos a procurar ajuda.
Que transtornos são ditados pela cultura atual?
Depressão é a condição mais diagnosticada. É porque vivemos em uma época em que todos têm expectativa de felicidade, muitas vezes compreendida em termos farmacológicos como um “up”.
A venda em massa dos antidepressivos facilitou aos psiquiatras “curar” essa necessidade contemporânea de estarmos “pra cima”. Meu livro não culpa os psiquiatras por isso: os pacientes também querem uma cura…
Nós mesmos estamos nos considerando menos normais?
Sim, o conhecimento médico mudou a forma como nós mesmos nos compreendemos. O entendimento que temos de nossas mentes e emoções foi “colonizado” pelo conhecimento médico.
Cada vez mais compreendemos a nós mesmos nos termos dos médicos e cada vez mais sofremos das doenças que eles designam.
Vamos pegar uma personagem como Anna Kariênina, de Tolstói, por exemplo. Ela é triste, mas não tem uma categoria diagnostica ligada a essa tristeza. Hoje falaríamos dela -ou ela mesma se diagnosticaria- como portadora de um desequilíbrio químico chamado depressão.
As mulheres não são mais desequilibradas que os homens. Fomos e ainda somos mais reprimindas pelos homens.
Nesse século ainda temos 2 razões terroristas pra nos auxiliarem no desequilibrio, o tabu: sou infeliz ,mas tenho marido e a ditadura da felicidade.
No século passado era chic ser infeliz e morrer de amor, agora todo mundo tem que ser feliz ou não é certo da cabeça.
Enfim, o mundo muda, mas pouca coisa muda, o que temos mesmo é que ser livre dentro de nós, pra que a gente seja o que quiser.
Taquicardia, falta de ar e tontura podem ser síndrome do pânico
por Joel Rennó Jr.
Estudo diz que 71% das pessoas que sofrem com o pânico são mulheres
Hoje muito se fala da Síndrome do Pânico (SP) ou Transtorno do Pânico (TP), porém, em muitos meios, isso passa despercebido, levando todos a procurarem cardiologistas, clínicos gerais e outros profissionais na tentativa de buscar-se uma explicação lógica para uma série de sintomas físicos que ocorrem associados a esse transtorno mental.
Repentinamente, o coração dispara vindo acompanhado de tontura e falta de ar. Um terrível sentimento de morte iminente sufoca o âmago do paciente. Cerca de 20 a 30 minutos depois, tal estado de extrema ansiedade pode desaparecer. As pessoas ficam atormentadas apenas pela expectativa de que uma outra crise aterrorizante possa ocorrer sem avisar e com a pessoa totalmente indefesa ou vulnerável. É como se ela se sentisse ameaçada o tempo todo, com algo terrível e prestes a acontecer, sem que ela possa prevenir.
A prevalência ao longo da vida, segundo dados do National Comorbidity Survey (NCS) dos EUA, é de cerca de 3,5%. Tal estudo detectou também, nas pessoas com pânico, que 71% delas eram do sexo feminino, enquanto 29% eram do sexo masculino. A idade de início da sintomatologia se concentra entre os 15 e 19 anos, sendo raro os casos que se iniciam após os 40 anos.
No Brasil, deve haver entre quatro a seis milhões de pessoas que sofrem com esse distúrbio. Segundo a pesquisadora norte-americana Yonkers, da Universidade de Yale (EUA), ao longo de oito anos, após a completa interrupção dos sintomas, as mulheres têm uma chance de recaída de 64%, enquanto os homens de 21%. Já a remissão (diminuição ou interrupção) dos sintomas, neste período é de 76% para as mulheres e de 69% para os homens.
Tempo de cura
A cura depende de uma série de fatores biológicos e psicossociais individuais que serão trabalhados adequadamente pelo especialista. Geralmente, o tempo mínimo para a recuperação plena é em torno de 6 a 12 semanas, mas repito, não há regras, depende da resposta individual à psicoterapia, medicação específica, da própria gravidade sintomatológica e da evolução da doença que é
variável.
Sintomas
Os sintomas de pânico mais associados ao gênero feminino são respiração curta, náusea e sensação de sufocamento. Já no sexo masculino, os sintomas mais comuns costumam ser sudorese profusa e mal-estar ou dor estomacal. As mulheres costumam ter mais associação com quadros fóbicos e até transtorno do estresse pós-traumático ou depressão. Geralmente, os pensamentos catastróficos também são mais típicos no sexo feminino, segundo as diversas pesquisas.
O Transtorno do Pânico é caracterizado pela presença repetitiva de ataques de pânico: crises espontâneas, súbitas, de mal-estar e sensação de perigo ou morte iminente, com vários sintomas e sinais de alerta como suor, tremores, rubor facial, taquicardia (“batedeira no coração”), taquipnéia (respiração rápida e superficial), sensação de sufocamento ou “nó na garganta”, tonturas, formigamentos, náuseas, vômitos, diarréias e outros, atingindo o pico máximo em cerca de 10 minutos.
As crises de pânico podem levar ao comportamento desadaptativo e congelamento ou busca de fuga ou ajuda (ida a um pronto-socorro) que denominamos pânico.
Geralmente, a pessoa está bem quando percebe que algo indefinido a ameaça. Ocorre uma sensação inesperada de falta de ar, tonteira, flutuação que indicam um risco de vida ou perda da razão que nunca chegam a ocorrer. As mãos gelam e ficam úmidas, a respiração fica difícil, o coração acelera e a pessoa sente-se sufocada. Formigam as extremidades, adormecem os lábios e ondas de calor ou frio ocorrem também. Tudo ocorre em segundos ou minutos. O indivíduo procura ajuda e pode se desesperar. A crise pode passar em cerca de 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço, fraqueza, pernas bambas. No auge da crise, a pessoa pode tomar atitudes de risco como descer do carro em locais de risco, abandonar afazeres domésticos sem os devidos cuidados (como apagar o fogo por exemplo).
As crises de pânico geram muita insegurança e medo. Por isso, levam ao receio de novos ataques, a chamada ansiedade antecipatória. Com isso, as pessoas tendem a se isolar e apresentar a fobia, ou seja, um medo persistente, irracional e intenso de determinadas situações ou contextos sociais.
Interessante também notarmos que as pacientes com pânico têm uma maior taxa de desemprego (59%) contra 31% do sexo masculino, ou seja, o impacto profissional negativo é mais proeminente nas mulheres. A agorafobia (medo de lugares amplos, com muitas pessoas) também é bem mais freqüente no sexo feminino.
Fatores genéticos
Fatores genéticos certamente contribuem para a sua causalidade visto que 35% dos parentes de primeiro grau de pacientes com Transtorno do Pânico sofrem do mesmo problema, entretanto, isso não deve ser suficiente para a eclosão da Síndrome do Pânico. Há vários modelos explicativos, como os metabólicos (relacionados ao funcionamento do organismo, com a produção de determinadas substâncias químicas) e os neuroquímicos (alterações nos sistemas de neurotransmissores cerebrais como a serotonina, a noradrenalina e, mais recentemente, o glutamato e o óxido nítrico, ou seja, substâncias químicas cerebrais que comunicam as células nervosas), embora nenhuma causa isolada tenha sido determinada.
Outra hipótese é também uma possível disfunção no sistema de alerta do organismo, para situações vivenciais, imaginárias ou reais, potencialmente perigosas e que causam medo, formado pelas projeções do sistema límbico (que rege as emoções e cujo componente mais importante é a amídala) para o hipotálamo e tronco encefálico, controlando todas as respostas do sistema nervoso autonômico.
Deve-se diferenciar o Transtorno do Pânico de doenças físicas como as cardiológicas, pulmonares, endocrinológicas ou neurológicas. Há associação com prolapso valvar mitral (problema de válvula do coração), hipertireoidismo (excesso de funcionamento da glândula tireóide), hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) e síndromes vertiginosas (referentes a tonturas).
Tratamento
O tratamento deve incluir a medicação antidepressiva e a psicoterapia, preferencialmente, a *cognitivo-comportamental, sendo realizado por médicos psiquiatras auxiliados por profissionais da psicologia. Tratamentos alternativos não têm eficácia ou comprovação científica. Não é uma questão de esforço ou força de vontade, temos uma doença de base biopsicossocial bem estabelecida.
Precisamos pesquisar quais são os fatores emocionais que mais sensibilizam os pacientes para preveni-los. As questões ambientais também precisam ser reestruturadas, ou seja, a forma como as pessoas se adaptam às transformações sociais.
No mundo atual, não adianta querermos, utopicamente, eliminar os fatores estressores. Temos, sim, que mudar a forma como as pessoas lidam com os mesmos e o valor que lhes atribuem. É muito comum haver, um ano antes da crise de pânico, a perda de suporte social, mais especificamente, de um amigo ou parente. Em breve, teremos novas medicações que atuem em mecanismos diferentes aos das medicações atuais, agindo sobre novos neurotransmissores envolvidos na gênese do transtorno do pânico como o óxido nítrico e o glutamato, descobertos recentemente.
Concluindo, o paciente com transtorno do pânico não deve ter receio ou medo de procurar o psiquiatra, que é o médico especialista correto para tal tratamento, devido aos seus preconceitos e crenças, pois, dessa forma, estará impedindo um tratamento eficaz e adequado para livrá-lo de seu grande sofrimento e incapacitação.
A doença não tratada afeta e gera sofrimento intenso ao indivíduo e familiares envolvidos. Depoimentos ou testemunhos construtivos de famosos que já sofreram do transtorno e o superaram como Roberta Miranda, Clodovil, Sabrina Parlatore, Fernanda Lima e Ronaldo Ésper, entre tantos, podem ter uma função social relevante. Toda a sociedade precisa se unir nesse sentido.
*Terapia cognitivo-comportamental é uma das linhas de psicoterapia. Visa mudanças práticas de comportamentos patológicos associados à doença, como sensação de perigo perante algumas situações ou locais. Por exemplo, paciente com pânico que evita locais abertos e com grande número de pessoas, porque associa tais locais às crises e tem medo de não ser socorrido a tempo, caso passe mal.
link da materia aqui!
Segundo a psicologa americana Louise L. HayAfirma ela que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.
“Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão.
Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.
Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão.
Perdoar dissolve o ressentimento.”
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise L. Hay
Reflita. Vale à pena tentar evitá-las.
DOENÇAS / CAUSAS:
AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Magoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARREIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (Acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREOÍDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.
A despersonalização e desrealização são sintomas que podem surgir associados ao pânico/ansiedade/medo e pertencem a um grupo de sensações/sentimentos conhecidos por Dissociação.
Existe uma escala que avalia o grau de dissociação que varia numa pontuação entre 0 e 10. Por exemplo algumas das pessoas com perturbação de pânico obtêm nesta escala valores entre 4 e 5. Muitas pessoas com ataques de pânico afirmam que os ataques começam com a experiência de despersonalização e/ou desrealização.
As sensações de dissociação são muitas e variadas.
Sensações dissociativas:
-sensibilidade à luz e ao som
- visão em tunel
- sensação de que o corpo aumentou, sentido-o maior que o normal
- sentir que o corpo diminuiu a proporções mínimas
- objectos parados parecem mexer-se
- estar a guiar no carro e aperceber-se que não se lembra de uma parte ou da totalidade da viagem
- estar a ouvir alguém a falar e aperceber-se de que não ouviu nada ou partes do que a outra pessoa disse
- por vezes “ficar a olhar para o espaço” e nao ter a noção de que o tempo passou
atenção: muitas destas sensações dissociativas são normais. Elas só constituem problema quando influenciam a vida da pessoa causando desconforto e/ou problemas emocionais/psicológicos.
Compreender os sentimentos e sensações de despersonalização e desrealização
As pessoas que sentem despersonalização/desrealização sentem-se divorciadas tanto do mundo como do seu próprio corpo. Geralmente as pessoas alegam sentir “que a vida é vivida como se tivessem num sonho”; as coisas parecem irreais, desfocadas; há quem diga que se sente separado do seu próprio corpo. Outra característica desta condição poderá incluir pensamentos “estranhos” ou uma constante preocupação das quais as pessoas acham difícil “desligar”.
A despersonalização é em muitos casos um sub-produto da ansiedade, uma vez que as pessoas engrenam por um caminho de preocupações, medos, receios e constante vigília sobre aquilo que pensam, sentem ou fazem. Há uma auto-consciencialização das coisas enorme, fazendo assim com que a pessoa se sinta absorta aos seus próprios processos internos. É extremamente frequente as pessoas sentirem medo de poderem ficar loucas, perder o controle, mas não - não vão ficar loucas ou perder o controlo. Este estado surge por estar constantemente preocupado(a) em relação aos seus problemas. A despersonalização/desrealização não faz mal por si só, não é perigosa nem consitui uma perturbação grave. É natural que as pessoas poderão ser mais ou menos afectadas consoante o tipo de situação, ansiedade e contexto em que se inserem, mas com paciência e compreensão esta sintomatologia passa.
A despersonalização ocorre com a ansiedade porque você está tão habituado(a) a observar-se a si mesmo(a), a questionar o que tem, dia sim-dia sim que começa a sentir-se afastado do mundo exterior. A sua mente tornou-se mais “cansada” e menos resiliente (facilidade para ultrapassar obstáculos, resistência emocional e psicológica) pois aquilo que faz é observar e preocupar-se com todos os seus sintomas. É como se a mente tivesse sido bombardeada com pensamentos de preocupação e se torna-se fatigada. Quando a mente se cansa psicologicamente e emocionalmente sentimos estes estranhos sentimentos de distanciamento do mundo à nossa volta e de nós mesmos, experienciando um estado de pseudo-sonho. É aí que podemos começar a convencer-nos de que estamos a piorar, a ficar loucos, que estamos a perder o controlo. Mas não estamos a enloquecer, a nossa mente é que está tão cansada que nos pede uma pausa, um descanço de toda esta introspeção, análise internana e absorção.
Quando as pessoas dão por elas no ciclo da procupação/ruminação começam a pensar profundamente e constantemente, é um ciclo. Estudam-se em profundidade, verificando, observando e concentrando-se nos seus sintomas. Até podem acordar de manhã apenas para continuar este hábito “Como é que eu me sinto hoje de manhã?” “Será que consigo sentir-me bem durante o dia?” “Que nova sensação é esta que eu sinto?” Isto pode durar todo o dia, provocando assim um cansaço adiccional ao que já existe na nossa mente. Esta constante verificação e observação dos seus sintomas torna-se então um hábito, mas tal como todos os outros hábitos, este também pode ser mudado.
Ruminação, preocupação, receios; ficamos tão preocupados acerca do modo como nos sentimos que não pensamos em mais nada. É de espantar que se sinta tão distanciado e afastado dauilo que o(a) rodeia? É de espantar que não se consiga concentrar?
O que muitas pessoas não sabem é que a despersonalização pode ocorrer em pessoas sem ansiedade ou questões de pânico. Pode acontecer quando alguém perdeu uma pessoa que ama, quando se tem um acidente de viação, ou um choque emocional de qualquer tipo recente. É um mecanismo de defesa, é como se fosse o modo que o corpo encontra para nos proteger de toda a preocupação ou mágoa que possamos estar a sentir. Isto normalmente é temporário e quando a pessoa que está em luto ultrapassa alguma da sua mágoa, a despersonalização diminui e/ou desaparece.
O problema com a ansiedade é que as pessoas que sofrem dela têm uma tendência para se preocupar e a despersonalização surge como proteção a todo este stresse e preocupação diária. As pessoas podem então sentir-se distanciadas, distantes, vazias, sem emoções. O que acontece nessa altura é que as pessoas começam a preocupar-se e a obcecar sobre este novo sentimento, pensando que é algo sério e grave, ou que poderão enlouquecer. Até poderão mesmo “esquecer” a sua ansiedade e focarem-se apenas neste novo sentimento o que poderá fazer com que estes sentimentos e sensações aumentem. A desrealização cresce à medida que entramos no cliclo de preocupação e medo e por isso o nosso corpo protege-nos destes sentimentos cada vez mais, fazendo-o(a) sentir-se mais distanciado(a) e distanciado(a). É esta preocupação e medo sobre estas sensações e sentimentos que o(a) mantêm no ciclo.
A maneira de ultrapassar a despersonalização não é preocupar-se ou obcecar acerca dela, mas dando-lhe espaço, dando-lhe o espaço necessário e não se sentir “dominado(a)” ou “arrebatado(a)” por ela. Ver a despersonalização como um mecanismo que o corpo encontra para nos proteger e não como um sinal de que algo terrível irá acontecer ou que poderá enlouquecer. Este sintoma é como qualquer outro e quanto mais se preocupa ou obceca acerca dele maior o problema se poderá tornar e mais tempo poderá manter-se no ciclo.”
“É interessante reparar que, apesar dos sintomas de despersonalização e desrealização serem conhecidos como dois dos sintomas mais comuns dos ataques de pânico, a capacidade para dissociar não é mencionada na literatura relativa à perturbação de pânico. Nem é mencionado que muitas pessoas dissociam primeiro e experienciam um ataque de pânico como reacção à dissociação.
Houve alguma especulação entre psiquiatras que trabalhavam na area da dissociação – de que as pessoas com perturbação de pânico de facto dissociam primeiro e têm pânico de seguida, mas não há pesquisa substancial nesta área. Profissionais da saúde mental australianos que trabalham com clientes com ansiedade reportaram ser esta uma das causas da reacção de pânico para muita gente – os sintomas dissociativos.
As pessoas que dissociam têm esta tendência desde a infância, muito embora muitas dessas pessoas se tenham esquecido que tinham essa capacidade em crianças. Esta tendência pode ser de novo activada mais tarde na vida como resultado de um evento stressor e/ou não comer/dormir apropriadamente.
Muita da pesquisa indica que estes estados podem ser induzidos numa fracção de segundo. A maioria de nós que tem ataques de pânico não está ciente do modo como o fazemos tão facilmente e consequentemente entramos em pânico cada vez que entramos num estado de consciência alterado. A nossa experiência também demonstra que as pessoas podem experienciar uma sensação de “choque eléctrico” ou um “calor dormente” nestes estados alterados. Isto também aumenta o medo e pânico que podemos estar a morrer ou a ficar loucos.”
Uma outra experiência demonstra que as pessoas podem experienciar sensações de tonturas como resultado da desrealização. A pesquisa demonstra que não é tanto a desrealização que causa as tonturas mas sim a magnitude na mudança de estado de consciência que pode causar sentimentos e sensações de tonturas.
Muitas pessoas que experienciam despersonalização e desrealização podem acordar a meio da noite, com um ataque de pânico nocturno. A pesquisa indica que estes ataques ocorrem na mudança de consciência, ao entrar no sono, ao fazer a mudança entre os diferentes estágios do sono (do sono leve para o profundo, do profundo para o leve). A mudança de consciência durante o sono é semelhante à mudança de consciência que as pessoas conseguem experienciar quando dissociam durante o dia.
Muitas pessoas com a perturação de pânico estão assustadas com a sua capacidade para dissociar, outras nem tanto. Uma das maneiras mais fáceis de as pessoas entrarem num estado dissociativo é quando estão relaxadas e/ou quando estão com o “olhar fixo”: fora da janela, a guiar, a ver TV, a ler um livro, ao utilzar o PC, quando estão a falar com alguém. As luzes fluorescentes também podem desencadear um estado de trance tal como a auto-absorção (estado em que a pessoa está hiper-atenta aos processos internos, sejam eles sensações, pensamentos, sentimentos). Quanto mais absorvidos em nós mesmos ficamos, mais poderemos induzir um estado dissociativo.
É importante ensinar as pessoas a tornarem-se conscientes do momento em que estão a induzir um estado dissociativo. Quando as pessoas conseguem aperceber-se disto ensina-se a trabalhar o seu pensamento - a não entrar no ciclo de pensamentos ansiosos de pânico/ansiedade, “o que é que me está a acontecer…”estou a ficar louco”. O modo como pensamos acerca dos nossos sintomas só aumenta e cria mais stresse e ansiedade – o que por sua vez ainda nos torna mais vulneráveis aos estados dissociativos.”
O Transtornos de Ajustamento ou Adaptação é um quadro , entre outros estados psiquiátricos, também relacionados ao Esgotamento.
Atualmente o Transtorno de Ajustamento tem sido o diagnóstico mais adequado para os muitíssimos freqüentes casos de dificuldades emocionais que as pessoas experimentam no cotidiano de suas vidas.
Os Transtornos de Ajustamento, chamados também de Transtornos de Adaptação (CID.10), se diagnosticam em pacientes que manifestam certos comportamentos mal adaptados e/ou certas mudanças no estado de ânimo, como resposta a um estímulo estressor. Segundo o DSM.IV, a característica essencial de um Transtorno de Ajustamento é o desenvolvimento de sintomas emocionais ou comportamentais significativos em resposta a um ou mais estressores psicossociais identificáveis.
Os comportamentos mal adaptados ou mal ajustados, decorrentes do estresse, bem como as mudanças no estado de ânimo incluem “nervosismo” intenso, preocupação, medo, dificuldades no funcionamento ocupacional, escolar, social ou familiar. Embora as pessoas que desenvolvem Transtorno de Ajustamento não tenham, geralmente, antecedentes de outros transtornos emocionais anteriores, as portadoras de outros problemas emocionais prévios têm maior probabilidade de desenvolver esse quadro.
Na realidade, é no Transtorno de Ajustamento onde a idéia de dificuldade adaptativa emocional à vida tem sido mais bem demonstrada. Aqui a reação emocional da pessoa aos estressores de sua vida é caracterizada por acentuado sofrimento. Por definição, um Transtorno de Ajustamento deve se resolver dentro de 6 meses após o término da situação considerada estressante ou de suas conseqüências. Mas os sintomas emocionais podem persistir por um período mais prolongado, principalmente quando ocorrem em resposta a uma situação estressante crônica e duradoura, como por exemplo, uma doença debilitante crônica ou em decorrências das grandes dificuldades financeiras, profissionais, conjugais, etc, que se prolongam.
Portanto, esse transtorno ansioso patológico pode ocorrer durante o período de adaptação a uma exigência existencial importante, quando um acontecimento estressante afete a integridade do ambiente social da pessoa, como por exemplo o luto, as experiências de separação, as grandes perdas. Também pode ocorrer quando a situação estressora compromete o sistema suporte existencial, como por exemplo, a imigração, estado de refugiado, ou mesmo durante os severos esforços de adaptação a alguma etapa da vida ou do desenvolvimento, como é a escolarização, nascimento de um filho, derrota em atingir um objetivo pessoal importante, aposentadoria.
A predisposição e a vulnerabilidade pessoal desempenham um papel importante no desenvolvimento do Transtorno de Adaptação, mas mesmo considerando a predisposição pessoal, admite-se que esse transtorno não teria ocorrido se não houvesse o estresse desencadeante.
O estressor que desencadeia o Transtorno de Ajustamento pode ser um evento isolado, como por exemplo, o fim de um relacionamento romântico, ou uma somatória de múltiplos estressores. Os estressores podem ser ainda recorrentes, como as crises profissionais cíclicas, ou contínuos, atualmente representados pelo perigo de viver em uma área de alta criminalidade.
Os estressores podem afetar um único indivíduo, toda uma família, um grupo maior ou uma comunidade. Alguns estressores podem acompanhar eventos evolutivos específicos, como é o caso do ingresso numa nova escola, ter que deixar a casa dos pais, casar-se, tornar-se pai ou mãe, fracassar em atingir objetivos profissionais, aposentar, etc.
Didaticamente, o Transtorno de Ajustamento se apresenta com subtipos clínicos, dependendo dos sintomas predominantes. No Transtorno de Ajustamento Com Humor Depressivo, as manifestações predominantes são sintomas de humor deprimido, tendência ao choro ou sensações de impotência, desinteresse, apatia, auto-estima baixa. Se for Transtorno de Ajustamento Com Ansiedade, predominam sintomas tais como “nervosismo”, preocupação ou inquietação, sintomas físicos, agitação ou, em crianças, com medo patológico da separação de figuras de vinculação.
Pode ainda, o Transtorno de Ajustamento, apresentar-se com um misto de Ansiedade e Depressão ou com Perturbação da Conduta. Neste subtipo a manifestação predominante é uma perturbação da conduta, na qual existe violação dos direitos alheios ou de normas e regras sociais importantes, adequadas à idade. Esse tipo pode ser comum em adolescentes, os quais manifestam rebeldia, vandalismo, direção imprudente, lutas corporais, descumprimento de responsabilidades legais.
O estado de sofrimento e de perturbação emocional causado pelo Transtorno de Adaptação, usualmente compromete muito o funcionamento social e ocupacional, havendo severo prejuízo do desempenho no trabalho, na escola e nos relacionamentos sociais e familiares. Atualmente os Transtornos de Ajustamento estão associados com um maior risco de tentativas de suicídio e suicídio completado.
Os Transtornos de Ajustamento podem ocorrer em qualquer faixa etária ou social, sendo os homens e mulheres igualmente acometidos. Quanto à incidência, calcula-se que a porcentagem de pessoas com diagnóstico de Transtorno de Ajustamento entre aquelas que estão em tratamento para saúde mental varia de 5 a 20%
Adendo: Transtorno de adaptação é um problema de ataxia no CEREBELO, não estou falando isso para te assustar, pelo contrário, vale apenas como informativo. Sim, vc deve tomar medicamentos e terapia, seja ela qual for.Os medicamentos ajudam muito para centralizar essa parte do cerebelo que está em desarmonia.Não é emocional, é físico mesmo, claro, que em situações de stress isso pode ser pior ou melhor.
Como vocês sabem, autismo não tem um exame que detecta, a poucos anos atrás ,os médicos descobriram que o autismo tem uma ataxia no cerebelo, e com isso eles tem um Transtorno de Adaptação, então toda criança autista tem Transtorno de AdaptaÇão, MAS, PESSOAS SEM AUTISMO TAMBÉM PODEM TER TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO, QUE SERIA ESSA PEQUENA DISFUNÇÃO NO CEREBELO!
Os medicamentos são praticamente os mesmo usados em depressão, ansiedade, TGD, TDAH, e tantas outras patologias, não tem um remédio específico.
Claro! que não tendo Autismo ,fica muito mais fácil, para a pessoa tentar se autocontrolar e se curar ou pelo menos tentar ter uma vida social mais próxima do normal, ao contrário do autismo, que além do Transtorno de Adaptação, tem problemas cognitivos e outros.
Vulnerabilidade são as dificuldades internas, mentais, vivenciadas ao longo da vida. Algumas vulnerabilidades existem desde o nascimento, outras, a maioria, são dificuldades que aparecem durante a vida e se desenvolvem conforme você vai aprendendo crenças irracionais, ou vai tendo exemplos ruins e desilusões na vida.
Independente de serem genéticas ou adquiridas, sempre é possível aliviar essas vulnerabilidades, diminuir as diferenças internas e criar uma boa resistência para esse stress emocional.
As 12 vulnerabilidades
1ª Frustração
É o que você sente quando diz: “Não suporto quando as coisas não saem do jeito certo, do jeito que eu queria”. A pessoa se frustra quando tem na cabeça tudo muito determinado. No budismo se diz que o caminho para a iluminação é eliminar o desejo. Eu não sou budista, mas creio que é isto a que se refere. Quanto mais desejos, mais inflexível você for mais você vai se frustrar. Quanto mais você dizer “Se não for desse jeito, eu não quero nada” mais vai sofrer emocionalmente.
2ª Pressa.
Você percebe que é um apressado quando vive dizendo “Não me faça perder tempo”. Sabe aquela pessoa que vive dando pulinho no lugar? Se não tiver nada para fazer ela não aproveita o tempo e curte seu dia, o Sol gostoso ou a lua bonita, ela inventa mais alguma coisa para fazer porque tem pressa e não pode “perder tempo”.
3ª Solidão
É um sofrimento para muitas pessoas. Se você sente angustia em ficar sozinho, você sofre de solidão. Solidão não tem uma definição fechada, estar só é o que sua cabeça determina que seja, se você determinar que pode ser uma boa companhia para você mesmo, parabéns! Você superou a solidão. Mas, se você sofre por ficar sozinho então temos dois caminhos para você, ou treinamos habilidades sociais, e a psicologia comportamental faz isso muito bem, ou você aprende a não se avaliar tão negativamente assim por estar sozinho. Pergunte para você mesmo: “O que significa estar só?” Se você responder que significa ser rejeitado, temos que fazer um trabalho cognitivo, ou seja, mudar essa percepção. Aí a terapia cognitiva faz um trabalho muito legal.
4ª O tédio.
“Coisas monótonas repetitivas me deixam chateado”, “Todo relacionamento fica chato depois de um tempo”. Se você é o dono dessas frases então você sofre com o tédio. E aí, o que a gente faz com pessoas assim? Manda ela se meter em esportes radicais, cada vez mais arriscados, cada vez mais caros? Ou vamos aprender que adrenalina também é vicio! Adrenalina é uma droga endógena, ou seja, seu próprio corpo produz, mas mesmo assim é uma droga que vicia. E como tudo o que é demais faz mal, temos é que pensar no equilíbrio da pessoa como um todo. É muito melhor viver sem ter que pular de uma ponte por dia para sentir alguma emoção, assim é a realidade nossa do dia a dia.
5ª Sobrecarga de Trabalho.
Trabalhar demais, assumir mais tarefas do que seria possível, pode ter várias origens. Pode ser falta de assertividade, pode ser que você não consegue falar o famoso “não” na hora certa, pode ser expectativas irreais, você pode achar que a única forma de ser reconhecido é trabalhando feito uma “mula de carga”, isso até você ver outro se dar bem melhor que você e trabalhando só metade. Ou você confundiu as coisas e acha que qualidade de vida é conseguir comprar um monte de coisas que você não vai ter tempo para desfrutar.
Porque você está sobrecarregado de tanto trabalho? E não me venha dizer que é impossível mudar. Acredite em mim, sua vida é o que você faz dela, se a forma como sua vida está não está legal é porque você precisa perceber que depende de você, e só de você mudar isso. Se não conseguir sozinho.
6ª Ansiedade.
Num primeiro momento parece que não é nada, mas só de transtornos de ansiedade o código internacional de doenças tem uma lista enorme. Desde o transtorno do stress pós traumático, ansiedade generalizada, síndrome do pânico e lá vai lista. Em resumo, ansiedade é toda vez que você sente angustia quando antecipa que vai acontecer alguma coisa importante, mesmo que saiba o que fazer. Exemplo: Você sente angustia antes de fazer uma prova, mesmo tendo estudado, é ansiedade. Sente angustia em receber pessoas na sua casa, mesmo tendo tudo preparado para isso, é ansiedade. Sente angustia quando vai falar com alguém que você considera importante, mesmo que você saiba como se comportar nesse tipo de situação, isso é ansiedade. Ansiedade não tratada faz com que sua vida renda menos. Você fica paralisado pela ansiedade.
7ª Depressão.
Você pode desconfiar de depressão quando fica desanimado só de pensar em enfrentar certas coisas. Quando você sente que não tem energia. Você pode desconfiar que esteja deprimido quando acha que não vale a pena se esforçar pois nada tem graça. Depressão é um dos mais graves sintomas clínicos em psicologia. Depressão mata. Se não com suicídio, mas tirando da vida produtiva de muita gente que poderia estar desfrutando a vida. Mas este é quadro que menos aparece nas clínicas. Porque os depressivos não se tratam. Eles não têm esperança. Eles acham que não vale à pena.
O trabalho com depressivo deve incluir a família. Alguém em casa tem que ser o apoio. É difícil porque a família o vê como um “chato”. Infelizmente essa impressão faz com que a família vire as costas e diga “se vire”. Mas a gente sabe que ninguém “se vira” sozinho, sem tratamento.
8ª Raiva.
Este é outro tema que merece um livro só para ele. Quem tem dificuldade em lidar com a raiva fica a mercê dos outros. Isso mesmo, você fica sob o controle dos outros, os outros te irritam e você perde o controle. Quando percebem que você é assim, parece que você deu um “controle remoto” da sua mente para o outro. O outro te controla, ele sabe te tirar do sério, lembra do que eu falei que faz parte do equilíbrio humano sentir que você tem o controle sobre você mesmo. Pois é, quem é vulnerável à raiva não tem esse controle, e além disso, é o tipo de pessoa que foge de gente, contato com pessoas irritam, a pessoa se isola, e ganha a depressão de brinde.
Não ter raiva nenhuma, por incrível que pareça, também é ruim. Você tem que ter reação quando te ofendem. Para ter auto defesa, até auto-estima, que é saudável, você tem que ter um limite mínimo de raiva, é ela que te faz reagir, mas você precisa da dose certa de raiva.
9ª Preconceitos.
Qualquer conclusão que você tira em cima de um aspecto que não está claramente relacionado é preconceito. Ex: Tirar a conclusão de que quem nasceu neste ou naquele lugar é menos inteligente. Isso é preconceito. Porque não há relação lógica de inteligência com local do nascimento, ou chegar a conclusão que “todo mundo quer tirar vantagem de você” também é preconceito. Porque você não conhece todo mundo intimamente, e você conclui isso antes de saber como a pessoa é de verdade.
“Quem teve uma infância ruim nunca será feliz” - é preconceito porque sabemos da influência do ambiente, mas também sabemos que é possível fazer uma reestruturação cognitiva e ser feliz, mesmo tendo tido muitos problemas na infância. A psicoterapia te ensina a fazer essa reestruturação cognitiva. Preconceito está intimamente ligada às crenças irracionais que se coleciona ao longo da vida.
10ª Perfeccionismo.
Muita gente sente orgulho em ser perfeccionista. Não sei por que, pois o perfeccionista sofre, e muito por ser assim. Revisa tudo o que faz, não se perdoa se sair um errinho. Nem viu o trabalho do outro, mas diz que não está bom. É aquele que acha que só ele sabe fazer as coisas direito. É aquele que não tira férias porque não confia em ninguém para deixar no trabalho. Você acha que isso é bom?
11ª Aprovação.
Quanto sofrimento a gente não vê por ai por conta das pessoas buscando aprovação: “Tenho que fazer tudo certinho, senão o que vão pensar de mim”. Quanto sapo engolido por medo de abrir a boca e falar coisas que os outros possam não gostar, quanto sofrimento você passou porque aprendeu que “menina bonita não faz assim” “menino bonito não reclama”.
12ª Negativismo.
É o tal de: “não vai dar certo”. “Pra que sair para procurar emprego se não vou conseguir mesmo”. “Pra que ir para festa se não vou conversar com ninguém interessante mesmo”.
Essas são as vulnerabilidades que fabricam o stress emocional, e se você deixar alguma dessas vulnerabilidades fazer parte do seu “eu” você está abrindo as portas para o sofrimento psicológico. Você pode controlar seus próprios sentimentos.
As causas dos ataques de pânico estão relacionadas, principalmente, a fatores ambientais/históricos (acontecimentos ao longo da vida) e sócio-culturais. Os fatores filogenéticos não explicam os acontecimentos, visto que as reações do sistema nervoso simpático, que surgiriam, geralmente, diante de perigos reais, aparecem em situações que não existe perigo. Assim, compreender a história de vida daquele que tem o transtorno do pânico é fundamental para o seu tratamento. Normalmente, as pessoas que sofrem de ataque do pânico costumam apresentar muitos aspectos em comum (Bernik e Range, 2001):
a) são pessoas extremamente produtivas no nível profissional;
b) costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres;
c) são muito exigentes consigo mesmas e não convivem bem com erros ou imprevistos;
d) são perfeccionistas com excessiva necessidade de estar no controle e de ter a aprovação dos outros;
e) têm tendência a se preocupar demais com os problemas do dia a dia;
f) possuem alto nível de criatividade;
g) possuem auto-expectativas extremamente altas e tem fortes regras;
h) não sabem diferenciar seus sentimentos; e
i) tem uma grande tendência à não perceber suas necessidades físicas.
Outras características que têm sido observadas naqueles que desenvolveram o transtorno são a privação afetiva, a dependência emocional e a passividade nas relações interpessoais.